Maior produtora de milho, soja e carnes do Brasil, a Região Centro-Oeste é a referência em agronegócio  e, consequentemente, o território das picapes. O segmento é responsável por aproximadamente 20% do total dos veículos vendidos nos estados de Goiás, Mato Grosso e  Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal. Com fôlego  para crescer ainda mais, o agrobusiness do Centro-Oeste também é aposta da Nissan para elevar suas vendas na região, principalmente da picape Frontier, que tem registrado bons resultados desde 2019.  

“A Nissan do Brasil vem evoluindo sua presença no mercado automotivo do Centro-Oeste,  que é considerado de grande potencial e ainda de muitas oportunidades para a empresa. No último ano fiscal 2019 (de abril de 2019 a março de 2020), as vendas da Nissan cresceram 22% em relação ao ano anterior. Já a participação de mercado da marca foi de 3,3% neste período, 0,5 ponto percentual a mais do que em 2018. Em 2019, tanto Kicks quanto Frontier bateram seus recordes de vendas na região, mas o principal destaque vem sendo o forte desempenho da Nissan Frontier”, frisou o presidente Marco Silva, durante videoconferência com jornalistas da região, onde a montadora tem 13 concessionárias.

A atual geração da picape, que é fabricada em Córdoba, na Argentina, tem registrado uma evolução constante de sua participação de mercado no Centro-Oeste desde o lançamento, em março de 2017, quando tinha 2,6% de mercado, para 4,2% no período entre abril e junho de 2020. Em 2019, a picape teve 3,8% de participação na região. O desempenho pode ser ainda melhor caso seja confirmada a chegada da Frontier reestilizada para o final do ano ou no início de 2021.

O Nissan Kicks lidera as vendas da marca no Distrito Federal e em todos os estados do Centro-Oeste. As cinco principais cidades da região em termos de vendas gerais da empresa são Brasília, Goiânia, Cuiabá, Campo Grande e Anápolis.

Planos

Apesar dos graves impactos causados pela pandemia da Covid-19, afirmou Marco Silva, a Nissan deve dar sequência aos planos de lançar novos modelos eletrificados no país. Mas o lançamento de  uma versão híbrida do SUV Kicks foi adiada para 2022. No ano passado, a montadora japonesa trouxe para o Brasil a segunda geração do elétrico Leaf.

Segundo ele, a Nissan vai adequar seus projetos ao plano global anunciado no mês passado  no Japão, de produção em plataformas (bases) unificadas com a Renault.  “A continuidade da aliança havia sido colocada em dúvida,  mas, com o novo plano, ela será fortalecida”, afirmou . Marco Silva iniciou trabalhos para definir, junto com a Renault, quais serão os dois primeiros modelos a serem produzidos até 2023 na plataforma compartilhada no Brasil. 

Mercado

Mesmo com desafio  de lidar com as perdas decorrentes da covid-19 e de um mercado em média 40% inferior ao esperado no início do ano, Marco Silva acredita que a economia brasileira vai iniciar recuperação de forma gradual a partir 2021. “O Brasil terá que abrir as portas para importação de tecnologia de veículos. Mas precisamos ter uma indústria competitiva aqui e, para tanto, serão necessários  investimentos e melhores condições de mercado no país”, afirmou. 

Para o presidente da Nissan do Brasil,  a produção de veículos deve chegar a 1,9 milhão de unidades este ano, incluindo caminhões e ônibus. Significa 1 milhão de unidades a menos do que em 2019, resultado da crise provocada pela pandemia do coronavírus.