A Fiat Chrysler (FCA) vai investir R$ 8,5 bilhões até 2024 na fábrica de Betim (MG), sendo que R$ 500 milhões deste total serão destinados à implantação de uma nova linha de motores turbo flex de 3 e 4 cilindros, que vão equipar modelos das marcas Fiat e Jeep, cuja produção será iniciada a partir do último trimestre do próximo ano. A montadora também anunciou 15 lançamentos, dos quais 2 ou 3 SUVs para a Fiat. O primeiro será lançado em 2021 e tudo indica que ele deverá ser baseado no conceito Fastback, apresentado pela montadora no Salão do Automóvel 2018.

De acordo com o presidente da FCA para a América Latina, Antônio Filosa, a expectativa é geral 9 mil empregos em Minas Gerais até 2024. Somente a nova linha de motores será responsável por 1.200 novas vagas, doas quais 300 na própria Fiat, que emprega atualmente 16 mil funcionários. Do anúncio dos investimentos, realizado neste quarta-feira (22), em Betim, também participaram o presidente mundial da FCA, Mike Manley; o presidente do conselho global da empresa, John Elkann, e o governador de Minas, Romeu Zema, entre outros. 

O investimento de R$ 8,5 bilhões está inserido no plano de R$ 16 bilhões já anunciado pelo grupo de 2018 a 2024, que prevê 25 lançamentos (de veículos). Os outros R$ 7,5 bilhões serão destinados à fábrica localizada em Goiana (Pernambuco), onde são produzidos os modelos da Jeep (os SUVs Renegade e Compass) e a picape Fiat Toro.

Motores
Os novos propulsores a serem produzidos em Betim (MG) terão tecnologia turbo flex em versões 1.0 e 1.3 e vão equipar lançamentos do grupo. Em relação aos equipamentos convencionais, são mais eficientes e cerca de 8% mais econômicos. A linha terá alto grau de automação e vai operar com máquinas dotadas de inteligência artificial capazes de alertar, por exemplo, sobre eventuais problemas antes que ocorram.

Segundo o presidente  mundial da FCA, Mike Manley, boa parte dos novos motores turbo será exportada à Europa. A matriz do grupo já fechou contrato de exportação de 400 mil motores convencionais e turbo para a Europa nos próximos dois anos, que já importa propulsores convencionais feitos no Brasil. Hoje, a FCA produz motores turbo, chamados globalmente de GSE T3 e T4, na China e na Polônia. No Brasil, até o momento, apenas alguns modelos da Volkswagen utilizam esse tipo de motorização.

A capacidade da linha brasileira inicialmente será de 100 mil unidades ao ano. Os novos motores vão equipar veículos de maior valor da gama da Fiat e da Jeep. Com isso, a capacidade total de produção de motores e de transmissões do grupo chegará a 1,3 milhão de unidades ao ano.