O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) afirmou que os valores das remunerações a magistrados são de “pagamento das diferenças de direitos que, ao longo do tempo, foram ficando para trás, enquanto que na maioria dos outros Estados magistrados recebem em poucas parcelas ou em parcela única”. O TJ-GO alegou ainda que parte dos juízes nem chegou a receber os valores e que todos os pagamentos ocorreram dentro da legalidade. “Os valores maiores são, na maioria dos casos, acertos de diferenças pagas a herdeiros, quando os passivos pendentes são quitados integralmente, ou seja, o magistrado sequer teve a oportunidade de receber em vida um direito previsto na legislação”, afirmou.O Judiciário goiano citou decisão do Conselho Nacional de Justiça, de 2018, que autorizou a conversão das férias em pecúnia, quando não fosse possível ao juiz usufruí-las. Segundo o TJ-GO, o déficit de em Goiás era de 90 juízes no ano passado, daí a necessidade da indenização por não gozo de férias. “Mesmo faltando esse número expressivo de magistrados, o Judiciário de Goiás tem uma das maiores produtividade dos tribunais do mesmo porte do Brasil”, completou.A Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) afirmou que “nenhum magistrado goiano recebe acima do teto estabelecido pela Constituição”. “Os valores que ultrapassam o teto não correspondem a salários e sim a diferença de direito reconhecido pelo Supremo desde 2000, inclusive pago a outros servidores, não exclusivamente a magistrados.” A Asmego também ressaltou que em outros Estados os pagamentos ocorreram de uma vez ou em menos parcelas. “Críticas, muitas vezes, não observam a realidade, mostrando-se rasas e infundadas. A Asmego restaura a verdade dos fatos, reafirmando seu compromisso com a ética e a transparência na gestão pública, bem como o compromisso dos magistrados goianos com a prestação jurisdicional célere e de qualidade”, diz a entidade.