O governo estadual descartou a possibilidade de fechar unidades do Vapt Vupt este ano, depois de desgastes provocados pelo anúncio de medidas de economia no programa. O secretário Estadual de Administração, Pedro Henrique Sales, disse ontem ao POPULAR que qualquer estudo nesse sentido ficará para 2020.

O secretário afirma que vai preparar “medidas caseiras mais rápidas” e que garantam redução de despesas, como revisão de contratos e a redução dos valores de aluguel. Ele admite o desgaste com a proposta inicial: “Esse tipo de medida tem impacto na política e já estamos vivendo um momento complicado com o funcionalismo e outros setores. Vamos pensar nisso em momento político mais apropriado. Não será este ano”.

No dia 5 de fevereiro, em balanço do primeiro mês de gestão, o governador Ronaldo Caiado (DEM) anunciou uma reestruturação do Vapt Vupt, “com exoneração de servidores ociosos e fechamento de unidades pouco utilizadas pela população”, completando que geraria economia anual de R$ 51,7 milhões. A notícia provocou alarde entre servidores e lideranças políticas do interior. À época, a reportagem apurou que 10% das 80 unidades poderiam ser fechadas ou remanejadas.

Ainda no início do mês, a Sead encaminhou ofícios aos prefeitos estabelecendo prazo de 30 dias para apresentação de propostas relacionadas ao gasto com aluguel do Estado. Segundo o secretário, já houve propostas de mudança de sede e negociação dos próprios prefeitos para redução dos valores dos contratos. Mas também há críticas de gestores que alegam não ter condições de arcar com as despesas.

O governador também havia afirmado que esperava ajuda dos municípios ou dos próprios proprietários de imóveis.

O POPULAR mostrou no dia 9 que atualmente 18 prefeituras são responsáveis pela sede de unidades no interior e que os gastos com aluguel variam 725%. O maior gasto com aluguel ocorre em Palmeiras de Goiás (Oeste goiano), R$ 19,8 mil por mês, valor superior ao pago em unidades de shoppings na capital.

Redução de gastos

O prefeito da cidade, Vando Vitor (PSDB), disse ao POPULAR que já respondeu o ofício encaminhado pela Sead com alternativas para baratear o custo do Vapt Vupt no município.

“Estamos propondo que o órgão funcione em uma área do Centro de Convenções, mas terá que passar pela aprovação do governo. Caso não seja considerado adequado, sugerimos um termo de cooperação para que a prefeitura possa assumir o custo do aluguel em outro local, mais em conta”, disse o tucano.

Pedro Sales diz que a proposta, assim como todos as outras, ainda está em avaliação, mas que no caso de Palmeiras, a expectativa é de que o valor do novo aluguel seja “no máximo” 25% do que é pago atualmente, ou seja, cerca de R$ 5 mil.