O governo estadual anunciou ontem que irá fornecer por meio da GoiásFomento, Banco do Brasil e Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) financiamento para ajudar os pequenos empreendedores que serão fortemente impactados pelas restrições das atividades no momento de prevenção ao avanço do coronavírus no Estado.

Segundo divulgou a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), inicialmente serão disponibilizados R$ 500 milhões para capital de giro emergencial. Dinheiro que servirá para pagamento de impostos, mão de obra, aluguéis e outros custos fixos variados.

A carência é de seis a 12 meses e o prazo para pagamento de 24 meses. Também será oferecido um Fundo de Aval para facilitar o crédito aos microempresários. Outra facilidade é que poderão negociar dívidas com impostos, incluindo valores no contrato de empréstimo.

Para o setor do turismo, o governador Ronaldo Caiado (DEM) prometeu a liberação de R$ 15 milhões em linhas de crédito. A previsão é disponibilizar, na próxima semana, os recursos para capital de giro de bares e restaurantes, atingidos pelo decreto estadual, por exemplo. Caiado também garantiu que a Saneago não fará cortes no fornecimento de água e solicitou que empresas de internet alonguem o prazo de pagamento das faturas e que a Enel que não corte a energia.

O governador se reuniu na quinta-feira (19) com empresários para tratar sobre o decreto que foi publicado ontem e acatou pedidos sobre o que seriam os serviços mais essenciais. “Calcular o impacto dos fechamentos é impossível, mas pedimos oxigênio para as empresas. Agora não é hora de reclamar de ninguém, é hora de união. Não vai ter desabastecimento”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel. “Há o pessimismo quanto a situação em geral, porque sabemos que pode ser mais de 15 dias”, pontua o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado (Acieg), Rubens Fileti.