Com as chuvas, as regiões Sul, Sudoeste e Norte são áreas de maior atenção para a Enel Distribuição Goiás. Isso porque cidades como Rio Verde, Iporá e Morrinhos têm enfrentado maior número de ocorrências de queda de energia. O que tem feito a empresa acionar mecanismos de emergência, como uso de helicópteros, para tentar diminuir o tempo em que a população fica sem energia. Além disso, a companhia promete dobrar os postos de atendimento até 2020.Mesmo na seca, conjuntos elétricos dessas localidades já somavam maior tempo sem energia, como é o caso de Cabriuva S2, que em 12 meses – de outubro de 2018 até setembro de 2019 – somou 184,25 horas sem energia, sendo que o tempo considerado limite é de 12 horas. O diretor de Infraestrutura e Redes da Enel no Brasil, Guilherme Lencastre, explica que nos pontos em que há maior número de problemas são feitos investimentos que demandam mais tempo para mostrar o resultado. “Quando vem a chuva, temos de ficar mais próximos e reforçar equipe para ter atendimento melhor e mais rápido para aqueles clientes”, diz ao lembrar que a empresa acelerou investimentos em agosto após assinar acordo com o governo estadual para reforço na qualidade e no aumento de carga. Já em dezembro, com duas novas subestações, em Mineiros e Anápolis, haverá impacto ainda maior, conforme explica. O problema maior, segundo ele, são as grandes extensões. “Ao longo das últimas décadas, o governo não tinha recursos suficientes e redes rurais têm maior deficiência e, quando tem tempestades, sofrem mais.” Depois de assumir a antiga Celg, a Enel alterou equipes e também identificou necessidade de melhorias até nos materiais utilizados por elas.“Identificamos alguns fora das normas brasileiras, como postes que estavam se rompendo com muita facilidade”, expõe, acrescentando que há atuação junto aos fornecedores para requalificação e maior durabilidade dos serviços.Além do plano verão, que é o atendimento de emergência nas áreas que mais necessitam, a empresa informa que estará mais presente no interior com postos de atendimento avançado com equipes técnicas mais distribuídas, passará de 29 para 58 até o ano que vem.A ideia é ficar mais próximo das regiões que possuem mais problemas. Mas inaugurou novo centro de operações unificado, sob argumento de que facilita a tomada de decisões e a gestão das equipes de campo com uma comunicação mais efetiva. Questionado sobre redução de pessoal, Lencastre diz que desde a privatização foram criados 1870 postos de trabalho, diretos e indiretos.