Após pedir em discurso o término da manifestação que acontecia na Praça Cívica na tarde deste domingo (15) alegando o risco de disseminação do coronavírus, o governador Ronaldo Caiado (DEM) publicou vídeo em sua conta no Instagram explicando as razões do pedido. Mais de mil pessoas, segundo a assessoria de comunicação da Polícia Militar, se concentraram na praça à tarde. Eles protestavam a favor do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) e contra o Congresso Nacional. Após discurso do governador no local, os manifestantes seguiram para a Praça Tamandaré, no Setor Oeste, de onde se dispersaram por volta das 17h30.

No vídeo na rede social, o governador ressaltou que ninguém mais do que ele “teve a coragem de enfrentar as esquerdas e o PT quando eles eram os todos poderosos”. Cita que é um homem ao qual a população deu condições de chegar ao governo do Estado de Goiás, mas frisa que também nunca deixou de ser médico. “Sou um homem talhado para salvar vidas e cuidar de vidas”.

“Espero que vocês estejam neste momento assistindo o que está acontecendo no mundo. Onde vejo um colega meu na Itália dizer que ele neste momento tem que optar por quem vai viver, se é uma senhora, três filhos, ou se um senhor, que tem cinco netos. Essa é a situação que um país como a Itália chegou”, aponta. O governador menciona que todos os países estão colapsando no setor de saúde e que em Goiás tomou a providência de implantar “regras firmes” para que não se tenha disseminação do vírus. Informou, no entanto, que hoje o Estado já possui quatro pacientes contaminados e já se considera a contaminação comunitária, “ou seja, começa a alastrar o vírus”.

“Cancelei aulas, cancelei torcidas nos estádios, eventos, liguei a todas autoridades eclesiásticas, pedi que não tivesse nesse momento nenhum gesto que juntassem pessoas. Um momento em que estou vendo aqui acontecendo uma mobilização, com carro de som, conclamando as pessoas para irem para as ruas, eu fui lá sim, dizer para as pessoas que, por favor, vamos pensar na saúde da população num todo”, afirmou.

Ele ainda acrescentou não ser possível, “num momento como esse, que estamos vendo países outros entrarem em colapso, e nós fazermos vista grossa, colocando a vida das pessoas em risco”. “Peço pelo bom senso de todos, por favor, como governador do Estado eu tenho autoridade, e como médico, eu tenho um juramento, e como tal eu farei valer a defesa do povo do Estado de Goiás neste momento. Para mim, a vida está acima de tudo, e é ela que eu vou defender e o meu Estado de Goiás”.