Nossos problemas têm jeito? A pergunta norteou o webinar realizado em parceria pelo Jornal O POPULAR e Rádio CBN Goiânia nesta quinta-feira (22). Especialistas em emprego, transporte e saúde foram convidados para debater problemas e soluções integradas para as cidades da Região Metropolitana de Goiânia. O consenso entre eles é de que os gestores públicos que serão eleitos em novembro precisam agir de forma conjunta e colocar em prática a lei que criou a região. 

O professor e economista Sérgio Duarte de Castro falou sobre os problemas e possíveis soluções para a geração de emprego e renda na capital e cidades vizinhas. Para ele, o foco nos principais polos de desenvolvimento da região é fundamental, mas também a atenção para as atualizações que agora são exigidas das empresas em relação à tecnologia, devido à pandemia da Covid-19. O especialista também alertou para as propostas de atração de indústrias e apontou as complexidades que envolvem instalar esses empreendimentos em Goiânia. “O melhor é distribuir na Região Metropolitana, por meio de uma gestão coordenada e conjunta.”

Sérgio Nakamura, que é professor, médico e já foi diretor de Planejamento da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, também chamou a atenção para a necessidade das prefeituras atuarem juntas na saúde. Para ele, atualmente há uma concentração dos serviços na capital, que pode ser solucionada por meio de um trabalho conjunto entre as cidades. O especialista afirma que é fundamental pensar soluções para  reduzir as internações, que vão desde a atenção primária ao atendimento e acompanhamento dos pacientes. Além disso, o professor lembra que os futuros gestores terão o desafio de lidar com a pandemia da Covid-19, que não terá acabado em 2021 e, ainda, com atenção especial às sequelas da doença. “Haverá essa demanda persistente e sem recursos federais.”

Professora do curso de Engenharia de Transportes no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás, Patrícia Margon alertou para as demandas da mobilidade urbana e destacou que sem um plano diretor efetivo, dificilmente as medidas para esse setor serão eficazes. Ela é crítica da forma com que a atual proposta, que tramitava na Câmara Municipal, foi feita. Apesar de frisar o esforço feito por especialistas para construir o documento, ela acredita que as propostas não têm embasamento suficiente, porque a Prefeitura não investiu em pesquisas para conhecer as demandas da cidade. Sobre o transporte coletivo, ela afirma que as propostas devem ser focadas em políticas que envolvam articulação entre toda a região metropolitana e coloca em xeque as promessas de redução da tarifa. “Nosso transporte funciona no sistema de concessão e tem custos. Não dá para propor uma mágica sem explicar muito claramente quem vai pagar a outra parte.”

O webinar teve a apresentação de Luiz Geraldo, da rádio CBN,com entrevistas feitas pela jornalista Fabiana Pulcineli, do Jornal O Popular.