Durante coletiva nesta quarta-feira (25), o governador Ronaldo Caiado (DEM) respondeu de forma direta e categórica o pronunciamento feito na noite de terça-feira pelo presidente Jair Bolsonaro. Diante da repercussão do discurso, Caiado assegurou que assume a responsabilidade por Goiás e que no Estado não haverá mudança quanto aos decretos já estabelecidos para prevenção do novo coronavírus.

O governador foi incisivo durante suas falas, por isso o POPULAR selecionou as frases fortes de Caiado durante a coletiva. Veja:

- “Fui aliado de primeira hora, durante todo tempo. Não posso admitir que o presidente venha agora e lave suas mãos, responsabilizando outras pessoas por um eventual colapso. Não é isso que esperamos de um governante, de um Estadista, em um momento como este, mas sim humildade e serenidade. Numa guerra, não se aceita transferir responsabilidade a outros”.

- “Com autoridade de governador e juramento de médico, as decisões do Presidente da República não alcançam Goiás. Isso posto, as regras que prevalecerão serão as regras do meu decreto, seguindo critérios regulados pela Organização Mundial da Saúde e pelo corpo técnico do Ministério da Saúde”.

-  “Aqui em Goiás, a responsabilidade sobre a vida de sete milhões e 200 mil goianos é exclusivamente minha. Eu assumo”.

- “A autonomia que conclamo me é garantida pela Constituição Brasileira, que em seu artigo 24, inciso XII, garante aos governadores a prerrogativa de legislar de forma concorrente, no que diz respeito à defesa da Saúde Pública”.

- “Se decisões tiver que tomar, as farei junto ao STF [Supremo Tribunal Federal] e ao Congresso Federal, ao lado dos Poderes constituídos”.

- “Muitos colocam a tese de que teremos um colapso econômico de grandes proporções. Ao colocar na balança – o que é mais importante? A vida ou a economia? Nós podemos fazer as duas coisas”.

- “Será que estamos errados. Será que todos nós estamos errados. Será possível que toda a comunidade científica no mundo todo tá errada. Ah, mas vai ter desemprego, problema econômico? E por acaso em que lugar passou e não deixou esse rastro”.

- “Não existe uma data fixa. Coronavírus, a partir do dia 4 de abril. Entende? Nós temos que saber como é que será o comportamento. A partir do dia 4 vamos avaliar quais são os pontos que vamos poder, aos poucos, ir liberando. Como vai ser a curva de crescimento?”

- “Às vezes a medicação foi demais, ou de menos. Agora, essa medicação vai acabar matando a economia de um país... não. Isso é um discurso completamente irresponsável. Ao curarmos pessoas e tentarmos diminuir a extensão e a gravidade de uma contaminação pelo coronavírus, estamos também entendendo a necessidade das pessoas voltarem à sua atividade”.

- “Temos que saber calibrar as coisas. Agora vai ser vertical, cloroquina, por favor. Estamos tratando de um assunto sério. A população tem que ter norte, rumo e líderes têm que saber se pronunciar neste momento. Quando se escuta uma declaração como essa de dizer que isso é um resfriadinho, uma gripezinha? Respeito! Ninguém definiu melhor que Obama: na política, e na vida, a ignorância não é uma virtude”.