O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu ao governo de Goiás mais seis meses de suspensão do pagamento de dívidas a bancos, em decisão do ministro Gilmar Mendes publicada na quarta-feira (1°). O governo estadual havia pedido a prorrogação da liminar concedida em junho do ano passado até o fim deste ano, por conta da crise do coronavírus.

A liminar também autoriza Goiás a tentar aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), programa de socorro financeiro da União a Estados em grandes dificuldades financeiras. Na nova decisão, o ministro determina que o Estado cumpra "atenta e diligentemente, os prazos acordados com a União no curso do processo administrativo (para ingresso no RRF)".

Com a decisão, o Estado deixa de pagar cerca de R$ 200 milhões por mês e não pode sofrer sanções da União, que é avalista dos empréstimos.

A primeira liminar de Gilmar Mendes valia até 6 de janeiro e havia sido prorrogada até 6 de abril. Agora o prazo será 6 de outubro.

Em entrevista coletiva no dia 25 de março, quando anunciou o rompimento com o presidente Jair Bolsonaro, o governador Ronaldo Caiado (DEM) destacou que o Estado só tem sobrevivido com as decisões do Supremo e que continuaria tentando por lá medidas para buscar equilibrar as contas.

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