Dificilmente os vereadores Elias Vaz (PSOL) e Santana Gomes (PSD) escapam de procedimento disciplinar, avaliam nos bastidores os integrantes do Conselho de Ética da Câmara de Goiânia. O conselho começa a analisar na próxima quarta-feira, às 15h30, a defesa prévia feita por nove vereadores citados nas operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal.

Oito entregaram os esclarecimentos à comissão. Um deles, o vereador Luciano Pedroso (PSB), tem prazo até segunda-feira porque foi notificado depois dos colegas. As explicações ainda não foram analisadas pelo conselho, mas integrantes ouvidos pelo blog afirmam considerar inevitável a abertura de investigação contra os dois.

Santana seria o mais próximo de Carlinhos Cachoeira e diz em uma das conversas: "Sobrevivi até hoje nesse mundo do crime porque eu sei preservar as situações importantes".

O presidente do conselho, Anselmo Pereira (PSDB), disse que a reunião da próxima semana definirá como vai ser a análise dos argumentos apresentados pelos vereadores. "Vou propor que façamos sucessivas reuniões para analisarmos, em conjunto e de forma agrupada, os nove casos. Esperamos decidir pela abertura ou não de processos disciplinares em até dez dias", diz.

Os demais vereadores notificados são: Clécio Alves (PMDB), Deivison Costa (PT do B), Geovani Antônio (PSDB), Juarez Lopes (PTN), Maurício Beraldo (PSDB) e Virmondes Cruvinel (PSD). O presidente diz que não haverá inclusão da vereadora Cida Garcêz (PV), que não estava no mandato no período em que aparece nas gravações.