Sob pressão de empresários para flexibilizar o decreto com restrições para o combate à disseminação do coronavírus, o governador Ronaldo Caiado (DEM) tem feito a seguinte provocação nos contatos com lideranças do setor: "Vocês assinam termo público de responsabilidade pela vida e pela saúde dos goianos?"

O decreto que determinou fechamento de comércio, escolas e indústrias termina no dia 4 de abril. Na noite de sexta-feira (27), o governador disse pelas redes sociais que fará uma série de reuniões com sindicatos, empresários e entidades para definir a prorrogação ou não do decreto.

Nos contatos que já fez com parte dos empresários, ele ressaltou sua posição contrária à liberação total e repetiu o questionamento sobre a assinatura de um documento público. Nos bastidores, a informação é de que, pela avaliação do momento, dificilmente haverá reabertura de escolas ou da maioria do comércio.

Em áudio que circulou na sexta-feira, o presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, diz que já há decisão de abrir tudo a partir do dia 5. O governo estadual negou.

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