Secretário de Gestão e Planejamento e à frente do programa Goiás Mais Competitivo e Inovador, Joaquim Mesquita prevê que o Estado ao menos volte à posição de 2015 no ranking nacional de competitividade no ano que vem. Segundo ele, as perspectivas são de melhorias justamente nos dois pilares em que houve maior queda na pontuação de Goiás este ano. 

O que explica a queda para 13º no ranking de competitividade e Goiás ficar abaixo da média nacional?

Os rankings padecem sempre de um pecado original: são fotografia do passado. O grande desafio em termos gerenciais é como estruturar e articular ações para melhorar indicadores cujos resultados só vão ser percebidos dentro de mais alguns anos. Nada que fizermos agora pode mudar a situação fática da segurança ou da saúde em 2016. Mas estamos fazendo para o futuro, para aparecer em 2019, 2020. 

Os piores resultados foram em segurança pública e solidez fiscal. Por quê?

Nosso monitoramento indica que, para 2016, nos homicídios, estamos em queda. No próximo ranking, de 2018, é bem provável que a gente receba uma avaliação positiva. Vamos melhorar também nas mortes a esclarecer. Já na solidez fiscal, o grande peso, considerando o primeiro lugar do Ceará, foi capacidade de investimento em 2016. Foi um ano em que viemos do ajuste, a gente teve um resultado primário bom, mas não teve investimentos. Mas neste ano de 2017, estamos com uma carteira muito grande e temos grande possibilidade de vir a ser um dos Estados com maior capacidade de investimentos. Para 2018, se melhorarmos nos dois pilares, de solidez fiscal e segurança, e temos essa expectativa, nós podemos voltar à 10ª ou 9ª posição, talvez até melhor. 

O Estado vem anunciando medidas de ajuste fiscal desde 2014. Dizia que tinha sido o primeiro Estado a sair da crise. Por que teve a capacidade de investimentos tão baixa em 2016? A crise não atingiu todos os Estados?

Tivemos de fazer ajustes e não tivemos recursos para investimentos. O Ceará conseguiu empréstimos. Agora, em função do Goiás na Frente, da venda da Celg, de empréstimos obtidos agora, estamos com carteira de investimentos que talvez seja uma das maiores do Brasil. 

Qual o porcentual daquilo que diz respeito a ações diretas do Estado no ranking do CLP?
Dos 66 indicadores, temos alta governança, maior impacto, em 29%. Em 44%, temos média influência - não depende do governo, mas podemos articular. E 27%, baixa influência.

Chegar ao 9º ou 10º lugar, como o sr. disse, não é entre os três primeiros como o governador anunciou como meta em 2015 para 2018. Era só marketing?

Não. O líder tem de nos apontar para a melhor posição possível. Esse é o papel da liderança. O líder deve ter como objetivo chegar ao melhor posto. E temos condições de fazer isso, ao longo do tempo. Creio que com este modelo de governança que está sendo apresentado, através desse monitoramento intensivo de gestão por resultados e por projetos, sedimentando essa cultura em toda a administração, articulando as ações no plano municipal e tendo essa focalização, nós vamos ter resultados perceptíveis em termos de ranking muito rapidamente. Mas o ranking pelo ranking, sinceramente, não é o foco. O foco é a qualidade de vida para a população.