No episódio da semana passada, governistas foram unânimes em criticar a abordagem de Caio Henrique Salgado, editor da coluna mais lida do jornal, e do repórter Marcos Carreiro. Embora alicerçada em declarações públicas e informaçõs de bastidores que se reveleram fato, a dupla de apresentadores do Giro 360 se viu sob acusações de alimentar picuinhas políticas entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador Ronaldo Caiado.

Hoje, uma semana depois, o cenário descrito por eles se deteriorou ainda mais.

Caiado não poupou adjetivos desairosos depois do pronunciamento do presidente em rede nacional. Bolsonaro chegar a declarar pretensão de seguir "namorando heteramente" o governador goiano, mas o rompimento público já estava posto.

Depois de surfar quase 17 meses na aproximação com o Planalto, Caiado colheu dividendos eleitorais. Mas, na análise de Caio e Marcos,também reuniu elementos suficientes para não se surpreender com o comportamento do presidente. Alia-se a isso o fato de que, a despeito dessa aliança, o socorro aos cofres do Estado veio pelo Supremo Tribunal Federal - e não pela União, como era de se esperar.