Um dos grandes problemas enfrentados por qualquer cidadão que opte por viver em um centro urbano é a mobilidade. As distâncias nas cidades são pontos de convergência de soluções e problemas. Em verdade o espaço físico a ser percorrido, frente aos diversos modais para transporte de pessoas, não é o grande problema enfrentado, mas sim o tempo que se leva para percorrer tal espaço.

Em Goiânia, para grande parte das pessoas, o transporte é realizado pelos ônibus coletivos, cujo serviço, como noticiado pela imprensa, por diversas vezes, carece de profundas melhorias para que possa atender as expectativas dos cidadãos quanto a sua eficiência e segurança.

Frente à deficiência do transporte público municipal, uma parcela da população opta por se deslocar na região metropolitana de nossa capital utilizando-se de outros modais como bicicletas e patinetes, próprios ou compartilhados; valendo-se dos transportes de carro por aplicativos ou simplesmente caminhando.

Além das possibilidades apontadas, visando evitar o transporte público municipal, o deslocamento de pessoas também acontece em carros, motos, vans das empresas que levam seus colaboradores, transporte escolar, entre outros, todos meios privados de transporte.

Assim, o deslocamento nas ruas e avenidas da cidade, diante da diversidade de meios de locomoção, vem demonstrando sinais de saturação durante os anos. Os engarrafamentos são constantes nas principais avenidas e ruas de Goiânia, não só durante os horários de pico, mas durante todo o dia.

Tal cenário é propício para o acontecimento de acidentes envolvendo carros, ônibus, pedestres, ciclistas, animais e tudo o mais que se encontra nas vias públicas, ruas e avenidas.

O Programa Vida No Trânsito, composto por representantes de vários órgãos municipais, divulgou em maio desse ano (2019), uma pesquisa sobre acidentes de trânsito em Goiânia. Os estudos demonstram que a principal causa dos mesmos é a velocidade acima da máxima permitida nas vias, apontada como responsável por 69% dos acidentes. A análise foi realizada com dados de 2018 e indicou ainda que 57% das pessoas que morrem estavam em motocicletas e 51% de todas as mortes ocorrem no local dos acidentes.

A segunda principal causa dos acidentes nesse período foi a infraestrutura precária das vias, responsável por 22% dos casos.

É notório que o município de Goiânia está implantando outras soluções para o transporte coletivo como Bus Rapid Transit (BRT), corredor Norte-Sul, em construção desde 2017, assim como adotando outras medidas para melhorar a mobilidade, contudo essas ainda são muito discretas. O esperado, para uma cidade do porte de nossa capital, seria a existência de metrô e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O fato é que o transporte público é o único capaz de melhorar o trânsito de toda a cidade, possibilitando que as pessoas abandonem seus carros e demais meios de transporte particular.