"Agindo nos limites da lei, com firmeza e determinação, tem sido possível mudar a realidade do crime no nosso Estado”

Esse tem sido um ano muito produtivo para as forças de segurança do País, e em especial do nosso Estado. Nunca se apreendeu tanta droga circulando por Goiás, tanto por via aérea quanto terrestre. As pistas de pouso clandestinas e nossas fronteiras sofrem vigilância constante por equipes especiais das polícias militar, civil e rodoviária, agindo em conjunto e compartilhando informações com a polícia federal e órgãos estaduais e federais de inteligência.

Somente esse ano já somam quase cinquenta toneladas a quantidade apreendida de maconha, cocaína e seus subprodutos. Um recorde. A posição geográfica do nosso Estado o coloca como rota de escoamento de entorpecentes que, vindo de países produtores vizinhos, se destinam aos nossos grandes centros, e a países da Europa, Ásia e América do norte.

Planejamento, união de forças, somados ao apoio que os governos têm dado às forças policiais, vêm sendo fundamentais para o sucesso dessas ações. A polícia não pode se intimidar diante do crime por receio de repreensões, processos, ou “demonização” por parte da opinião pública, ONGS ou quem quer que seja. Agindo nos limites da lei, com firmeza e determinação, tem sido possível mudar a realidade do crime no nosso Estado. O combate incessante ao tráfico e a asfixia financeira das organizações criminosas levará, em pouco tempo, outros tipos de crime ao declínio. Para completar o louvável trabalho da polícia, as drogas apreendidas deveriam ser sumariamente incineradas, ao invés de ficar em depósitos aguardando o desenrolar do processo judicial. Assim teríamos a garantia que não continuem a destroçar a vida de viciados pelo mundo afora.

Outra medida urgente e de grande impacto seria o Judiciário acelerar a disponibilidade dos bens apreendidos para retroalimentar o fluxo de recursos para o próprio combate ao crime. Terá que ser uma luta constante, o tráfico irá resistir sempre, mudando táticas, rotas, contatos. Porém, as forças de segurança, agindo de forma coesa e destemida, nos credencia a ter fé no futuro.

É preciso que nós, a sociedade brasileira, apoiemos todas as forças de segurança e respaldemos as decisões dos governos no sentido de aparelhá-las, treiná-las e dar a elas autonomia de ação. Essa agenda aos poucos já vem se impondo, o que renova nossas esperanças. Caminhando sem pressa, mas com firmeza e seriedade, poderemos ir longe. O Brasil merece.