"Temos que potencializar nossas ações em parceria, evitar retrabalho e esforços repetitivos”

Empreender em um mercado cada vez mais competitivo e cheio de novidades é o primeiro grande desafio para quem busca ingressar no universo dos negócios. O fenômeno do empreendedorismo é global e o indivíduo que deixa de ser empregado para se tornar empreendedor já tem desafios gigantescos. Não basta apenas enfrentar “um leão por dia”; existem também outros embates, talvez bem mais letais e perversos. O dragão da burocracia, o ogro da tributação, a bruxa do mercado.

Para passar ileso por essas criaturas, o empreendedor precisa estar acompanhado da infantaria da inovação, da perseverança e da aprendizagem contínua. O que sabemos é que o difícil para quem deseja alcançar o destino do empreendedorismo não é ser pequeno ou demorar a chegar, mas sim estar sozinho.

O avanço das tecnologias, além de novos modelos de negócio, impõe às instituições de apoio a necessidade de inovar. E nós, que somos parte dessas instituições de estímulo ao empreendedorismo, só faremos sentido para a sociedade se o valor da nossa entrega for maior que o valor percebido por nossa manutenção.

Por isso, será preciso cada vez mais fazer “mais com menos”, mais rápido e melhor. Ao cliente interessa pouco quem vai lhe auxiliar a encontrar o remédio certo para sua dor. O empreendedor deve despertar o desejo em aprender, a se inovar e a escalar seu negócio para estar preparado para desafios que são cada vez maiores. É nosso papel tornar este ambiente mais seguro, claro e relevante, ou seja, devemos oferecer a matéria-prima necessária para o empreendedor sair na frente.

Para que tudo isso aconteça, governo, empresas, instituições e academia têm que caminhar juntos. Temos que potencializar nossas ações em parceria, evitar retrabalho e esforços repetitivos. Enquanto nos preocuparmos em noticiar à sociedade que a instituição A ou B “descobriu” um novo “unicórnio”, faremos menos diferença àqueles que sustentam a grande massa de pessoas inseridas na sociedade economicamente ativa: as pequenas empresas.

Nosso papel é melhorar a contribuição proporcional destes negócios ao PIB, assim como já são para a geração de emprego. A boa notícia é que dá tempo de melhorar este ambiente porque já reconhecemos que precisamos e podemos fazer mais para darmos continuidade no importante trabalho das nossas instituições: estimular o crescimento do País para que melhore as taxas de emprego e renda.