Com a aproximação do fim das eleições, agora concentrada no segundo turno entre prefeitos, o Plano Diretor deve voltar ao centro do debate em razão de sua importância para o crescimento sustentável da capital. Reportagem nesta edição mostra que os vereadores querem votar o projeto ainda este ano, depois de muitos adiamentos e polêmicas, como a proposta de expansão urbana em 122 milhões de metros quadrados, sem a devida discussão e até mesmo sem conhecimento de parlamentares, que assinaram o projeto e depois alegaram desconhecer sua real repercussão para a cidade. Não é exatamente esse papel que os cidadãos desejam de seus representantes no legislativo municipal, especialmente em se tratando de instrumento tão valioso para definir os rumos de um crescimento que evite o caminho do caos, já conhecido por tantos centros urbanos do País. Definições como adensamento, liberação de gabarito, expansão urbana serão determinantes para o futuro da cidade, seu clima, sua capacidade de absorção da chuva, seu trânsito, mobilidade, enfim para a qualidade de vida da população. O tema merece a mais profunda seriedade do legislativo e deve ser tratado sob a ótica técnica, privilegiando sempre a coletividade.