O enfrentamento à violência doméstica desafia a implantação de políticas públicas. A Lei Maria da Penha procurou tratar o problema de forma integral. Além de aumentar a pena para os agressores, estabeleceu instrumentos de proteção e acolhimento de emergência às vítimas e estabeleceu mecanismos para oferecer assistência social à mulher agredida. Contudo, uma realidade ainda se impõe: o silêncio é o maior cúmplice da violência contra a mulher.

No Brasil, a cada 15 segundos, duas mulheres são agredidas fisicamente. O país está em quinto lugar entre os que mais praticam violência contra mulher em todo o mundo. Recente pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou que 52% desses casos não são reportados, sobretudo por medo e falta de estrutura de atendimento.

Nesse contexto, assume relevância o Pacto Goiano pelo Fim da Violência Contra a Mulher, que, dentre as iniciativas, prevê um aplicativo para que qualquer cidadão acione uma viatura da Polícia Militar para ajudar mulheres em situação de violência.

Ao quebrar o ciclo de silêncios, dividindo responsabilidade sem colocar denunciantes em risco, cria-se uma rede de proteção vital para as mulheres sob agressão.