A Lei Maria da Penha celebrou ontem 13 anos. Nesse tempo, debates se cristalizaram no seio da sociedade brasileira. Novos temas foram trazidos à reflexão, como feminicídio, assédio sexual e agressões em espaços públicos. Vozes plurais sobre dores emergiram do silêncio.

Transparência de estatísticas, visibilidade dos casos mais brutais, campanhas no ambiente digital abriram os olhos de milhões de pessoas, despertando atenção a uma violência traiçoeira, que muitas vezes se manifesta no ambiente doméstico.

Segundo o Atlas da Violência de 2019, entre 2012 e 2017, aumentou 28,7% o número de assassinatos de mulheres na própria residência por arma de fogo. Esta realidade é um novo chamado à ação para aprimorar a prevenção da violência contra as mulheres num horizonte de impedir agressões, torturas e feminicídios.

Em Goiás, esse terreno de inconformidade parece germinar. Reportagem nessa edição indica que medidas protetivas solicitadas na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Goiânia cresceu 86,4% em um ano.

Viver sem violência é direito fundamental, um robusto alicerce para o desenvolvimento de uma sociedade. Que sigamos perseguindo-o, pois.