Tipificada como crime ambiental, com pena prevista de três meses a um ano de detenção, além de multa, pichação descaracteriza a paisagem urbana. Também se materializa em prejuízos aos proprietários. Isso porque a violência gráfica contra fachadas obrigam tanto gastos com limpeza quando desvalorizam imóveis, visto a dificuldade de alugar ou comprar imóveis vulneráveis à ação dos pichadores.

As pichações se tornaram um fenômeno tão recorrente que pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais mapearam o perfil dos infratores, que é bastante difuso. São homens, de adolescentes à faixa dos 40 anos, que trabalha, estuda e pertence a diferentes níveis sociais. Há uma preferência por edifícios comerciais, embora isso não impeça investida contra residências.

Diante disso, merece destaque a ação da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente, que, segundo reportagem nessa edição, fechou o cerco contra pichadores em Goiânia, tentando estabelecer relações.

Roga-se, no entanto, que essa investigação avance com o rigor até aqui demonstrado, diferenciando a arte urbana, que oxigena a cidade, do crime comum.