Objeto de uma guerra política entre a Presidência da República e o governo de São Paulo, o que submete estratégias de saúde à imaturidade dos governantes, o primeiro lote composto por 120 mil doses da vacina Coronavac chegou na manhã de ontem ao Aeroporto Internacional de São Paulo. Trata-se de uma notícia importante para quem ainda insiste em se nortear pelos ditames da ciência, mas ainda longe de significar o fim do pesadelo vivido em 2020.

As doses prontas e a matéria-prima necessária para a fabricação de mais 40 milhões de doses contra o novo coronavírus serão transportadas em voos fretados e comerciais, operação prevista para ser concluída até 30 de dezembro. Depois disso, há ainda que se criar uma logística para a maior campanha de imunização em massa da história do País e da humanidade, que envolve transporte e dotação de freezers mesmo nos cantos mais remotos.

Portanto, em que pesem os discursos animados que com certo respaldo científico se sucederão a partir de agora, é imperioso que a população mantenha o esforço de combate à disseminação do vírus.

É o cuidado que vai preservar vidas até que as boas notícias que chegam a conta-gotas nos devolvam à segurança.