Dois importantes levantamentos divulgados ontem mostram que, aos poucos, o Brasil vai acordando para a urgência de uma letargia perigosa, como a observada na educação. Um deles diz que as escolas municipais só voltaram a receber alunos para atividades presenciais em 16,2% das cidades brasileiras neste ano. O levantamento feito pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, entre os dias 15 de junho e 9 de julho, identificou a situação das escolas em 3.355 redes de ensino, que representam 60% dos municípios.

Outro estudo revela que só três Estados brasileiros não terão aulas presenciais nas redes de ensino estaduais em agosto. É a primeira vez, desde o início da pandemia, que a maioria dos governos decide reabrir as escolas. Com o avanço da vacinação dos profissionais de educação e a queda de casos de Covid-19 no País, 24 unidades da federação receberão os alunos em suas escolas no próximo mês. Em maio, apenas 12 tinham retomado as aulas presenciais na rede pública.

O despertar para a compreensão dessa realidade não significa abrir escolas a qualquer custo, mas avaliar a fundo as diretrizes sanitárias para que a inércia não siga comprometendo o futuro de milhares de jovens e, por conseguinte, do País.