A bordo do vigor do agronegócio e do mercado cultural em torno da música sertaneja, Goiânia se firma como o quarto aeroporto em operações de aeronaves de pequeno e médio portes. Nesse quesito, supera terminais como o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e da Pampulha, em Minas Gerais.

Foram 78.083 embarcados e desembarcados no ano passado, num patamar já próximo do verificado antes da crise econômica.

Embora o volume de passageiros seja 39 vezes inferior ao transportado pelas companhias aéreas em voos comerciais na capital, a aviação executiva em Goiás tem o mérito de gerar outros negócios associados, para além da riqueza oriunda dos setores que a movimentam.

Só na área de manutenção, por exemplo, são 36 empresas, gerando oportunidades no Santa Genoveva e em Aparecida de Goiânia.

Em que pese o notável desempenho, especialistas apontam a possibilidade de ampliar o mercado. Burocracia, deficiências na infraestrutura dos aeroportos e questões econômicas, como guerra fiscal e impostos, ainda são entraves no País.

É preciso encará-los, para que mercados locais, como o de Goiás, sigam fazendo sua parte e firmando-se com competência.