Hoje a prefeitura de Goiânia encaminha uma proposta que, se pode e deve ser discutida no teor, já tem o mérito de desencadear discussão
há muito postergada.
A questão das fontes de financiamento do transporte coletivo é urgente, porque as contas de forma geral operam vermelho pelo país e a capital não foge à regra.
O resultado é o declínio da qualidade e da confiança do serviço, o que alimenta o ciclo vicioso da perda de passageiros.

Daí a relevância da apresentação de um embrião de modelo para secretários municipais, Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos e às concessionárias.

De antemão, a ideia é estabelecer um sistema integrado apenas entre a capital e Aparecida de Goiânia, onde vigeria uma tarifa única. Goianira, Trindade, Senador Canedo, Bonfinópolis e outras 12 cidades hoje abarcadass estariam noutro sistema, com custo da passagem oscilando pela distância.

Se é verdade que o transporte coletivo se dá na base da solidariedade, com os trajetos mais rentáveis financiando as viagens mais distantes das populações da periferia, também não é razoável deixar o sistema entrar em colapso sem discutir saídas.
É importante debater a alternativa à exaustão, porque o silêncio já não é mais possível sustentar.