Reportagem na edição de ontem trouxe a público um encaminhamento que, de uma forma ou de outra, vai impactar a vida de todos habitantes da região metropolitana de Goiânia. A Metrobus e seu mais valioso ativo, o Eixo Anhanguera, serão vendidos até julho do próximo ano. A estatal detém a concessão da mais estratégica linha do sistema de transporte coletivo até 2031, o que lhe confere atratividade no processo licitatório a ser conduzido pela Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC).

É inevitável que, à decisão do poder público de se desfazer de empresas, repassando-as à iniciativa privada, sempre se sucedam debates. Muitas dessas avaliações tendem à passionalidade, tanto de um lado quanto de outro. Para que um processo dessa magnitude seja conduzido, com cifras para além de R$ 200 milhões segundo projeções iniciais, impõe-se a necessidade de uma avaliação técnica e objetiva.

A realidade hoje é que o Eixo Anhanguera, em que pese os esforços dos gestores, apresenta um serviço aquém das expectativas. Diante desse cenário, é mister que sejam consideradas todas as soluções para a melhoria da qualidade do transporte, de cujo sucesso depende a mobilidade da região.