Nos últimos 10 dias, seis pessoas perderam a vida por atropelamentos nas rodovias federais de Goiás. Trata-se de uma alta repentina e até certo ponto vertiginosa, visto que, até julho, o número de mortes por esse motivo somava 20. Reportagem nessa edição analisa cada um desses acidentes na tentativa de achar um nexo entre eles e assim alimentar um debate de cunho preventivo.

Há casos de BRs que cortam vias urbanas e, assim sendo, cria-se uma dinâmica de avenida muito característica do trânsito diário.

Daí também a incidência de atropelamentos nesses trechos em específico.

Do alto de quem vive essa tensão cotidianamente, o inspetor da Polícia Rodoviária Federal Newton Moraes

afirma a urgência de uma postura de maior atenção por todos que, a pé ou motorizado, compõem o trânsito.

Sem dúvida, é uma dimensão importante. Mas um vaivém minimamente civilizado só vai se estabelecer quando houver genuíno respeito, tanto pela vida, quanto pelas responsabilidades. O motorista precisa ter a consciência dos perigos que traz a si e aos outros ao praticar uma direção perigosa. E o pedestre deve usar a estrutura de passarelas e outros equipamentos públicos concebidos para dar-lhe maior segurança.