Desde o fim de semana circulam imagens do incêndio que devastou
20 mil hectares no Parque Nacional das Emas, no Sudoeste do Estado, considerado Patrimônio Natural da Humanidade. Até ontem à tarde, 47 brigadistas atuavam na contenção das chamas, controladas dentro do parque, mas ameaçando fazendas vizinhas.

O caso está inserido num contexto maior. O país atravessa uma grave seca, hoje tratada pelo eufemismo de crise hídrica, que compromete o fornecimento de energia. O desmatamento possui uma estreita relação com esse fenômeno que ameaça os setores produtivos e a qualidade de vida. Tanto os desmatamentos quanto as queimadas influenciam nas chuvas do Centro-Oeste, bem como em outras regiões.

Tudo isso, aliado uma política ambiental ideológica, cria barreiras tanto para o ingresso de investimentos quanto para os negócios com parceiros estrangeiros.

As causas do incêndio no Parque das Emas ainda estão por ser levantadas. Há suspeita de que testes na construção de aceiros, feitos justamente para impedir queimadas, seria o estopim do fogo. Independentemente disso, o episódio serve de alerta para uma mais eficiente fiscalização no sentido de preservar a riqueza natural e também econômica.