Embora a mesquinhez nunca se recolha inteiramente ao silêncio, e vozes em contrário se levantem, a principal reportagem da edição de ontem volta a destacar o papel absolutamente solidário de Goiás no enfrentamento da pandemia. A exemplo do que ocorreu em fevereiro passado, quando brasileiros resgatados do então epicentro da pandemia na China foram acolhidos em Anápolis, mais uma vez a sociedade goiana não foge à responsabilidade diante de uma crise que só vai ser vencida com extrema solidariedade e cooperação - jamais com cizânia e falsas palavras de que tudo foi feito.

Ao menos 140 pacientes hoje submetidos ao colapso do sistema de saúde de Manaus podem ser atendidos no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG). Vinte vagas já estavam reservadas para socorro imediato.

Contudo, em que pese a boa fé dos brasileiros, é forçoso tentar entender as razões do caos que ora dizima vidas no Amazonas, para que ele não se repita em outras unidades da federação.

É função de todos os gestores públicos assegurar condições mínimas de atendimento, antevendo situações extremas e ajustando a logística, para que a solidariedade entre os Estados não seja a única forma de evitar mortes pela Covid-19.