O escalonamento do horário das atividades econômicas em Goiânia - antes como forma de redistribuir o fluxo para desafogar o trânsito, hoje também para auxiliar no enfrentamento da pandemia, evitando aglomerações - é um debate antigo.

Há pouco mais de três anos, o prefeito Iris Rezende saía de um encontro no Sindicato da Construção Civil convencido da eficiência da medida para mitigar, naquela ocasião, os pontuais problemas de trânsito.
A ideia inicial abrangia sobretudo o Centro da capital, onde uma escala de abertura das lojas permitiria não somente a organização do trânsito e do transporte coletivo, como daria mais competitividade ao comércio de rua, na medida em que o horário seria estendido.

Por razões que não vem ao caso nesse editorial, a medida foi sendo repetidamente postergada, até sair da cartola como estratégia para conter o avanço de um vírus altamente contagioso.

Reportagem nessa edição traz elementos para eventuais ajustes de um processo capaz de efetivamente oferecer respostas aos desafios das grandes cidades, não só em situações de urgência, mas também na rotina.

É preciso lucidez para conduzir esse processo, sopesando os legítimos interesses envolvidos.