Duas informações aparentemente contrastantes oferecem elementos para a projeção do desempenho do comércio nos meses vindouros, sobretudo no Natal. A primeira veio em reportagem na edição de ontem, pela qual as famílias goianienses reduziram o endividamento, a despeito das dificuldades impostas pela pandemia. A outra surge a bordo de estudo do IBGE, apontando queda de 3,1% no volume de vendas do comércio varejista do país em agosto, na comparação com julho - tudo ainda reflexo do cenário de inflação alta e dificuldades no mercado de trabalho.

Com base numa releitura da máxima do mercado financeiro, que diz que retornos passados não são garantia de retorno futuro, o comércio não toma esse tropeço como uma condenação. Com as contas saneadas, as famílias retomam a disposição em consumir. E três entidades empresariais do setor mostram a tendência de investir em estoques e contratar mais temporários para as vendas deste fim de ano. Até porque a pandemia trouxe uma grande volatilidade nos indicadores econômicos, de modo que é preciso mirar para o futuro, com alicerce sólido nos sinais do presente, para que o passado não iniba a tão esperada e necessária retomada.