O impacto da pandemia é tamanho que só o tempo vai permitir inventariá-lo. Pela característica da doença, atenções normalmente destinadas a outros pontos também relevantes acabam sugadas, gerando adversidades. É o caso, por exemplo, da seca que acomete o Centro-Oeste nessa época do ano.

A energia imposta no enfrentamento do novo coronavírus fez parecer, equivocadamente, que o problema está mais brando. Não está.

Reportagem nessa edição mostra que cidades goianas já estão lidando com a falta de água.

O curioso é que, enquanto os rios secam em velocidade acelerada, o fim do isolamento social estimula o gasto excessivo de água.

Numa rápida circulada por Goiânia é comum flagrar pessoas limpando calçadas com mangueira, num gesto no mínimo descuidado nessa época do ano.

Além da ausência de um consumo consciente,

o ar seco traz outro agravante. Não bastasse a queda na pressão arterial com sensação de cansaço, o clima atual favorece doenças respiratórias - justo o sistema mais combalido pelas infecções.

Por todo contexto, é fundamental que a sociedade siga atenta à seca, fazendo aquilo que esteja a seu alcance, tanto na esfera individual quanto coletiva.