Subproduto da polarização política há anos em curso no Brasil, o antagonismo entre preservação da saúde pública e retomada da economia começa, a bordo da sensatez, a se mostrar falso. Conforme aumenta a compreensão da doença que paralisou o mundo, bem como do comportamento do vírus causador, é possível assumir flexibilizações com menos riscos, sempre levando em consideração o impacto da Covid-19 no sistema de saúde.

O turismo, como atividade econômica e fenômeno social, experimentou a crise da pandemia de forma rápida e brutal. Dados da Secretaria de Estado do Turismo de São Paulo, colhidos sobre todo o mercado nacional, indicam quedas nunca menores que 50% - chegando a picos além dos 90%, como o transporte aéreo. Diante da pressão duradoura e severa, é natural a busca de protocolos para a retomada das operações.

Reportagem nesta edição mostra destinos turísticos goianos que buscam formas responsáveis de reoxigenar a economia. Protocolos tendem a mudar a recepção costumeira, pois segurança, nesse tempo, também denota qualidade de serviço. Manter a operação com rigor sanitário é um desafio, que pode, enfim, desconstruir a dicotomia eleitoral falsamente estabelecida.