Reportagem na edição de ontem trouxe olhares a uma interessante iniciativa do Tribunal de Justiça de Goiás.

Trata-se das rodas de conversas com adolescentes prestes a deixar abrigos de Goiânia - o que, pela lei vigente, deve ocorrer quando o jovem em medida socioeducativa completa 18 anos. Numa espécie de dinâmica de grupo, os inseridos no programa contam com apoio de uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogos, assistentes sociais e psicopedagogos. Dali, traçam planos para a vida que passarão a encarar, agora na condição de adultos.

Embora o ambiente atual se incline para a adoção de medidas punitivas mais contundentes, o papel do poder público também consiste em reintegrar os jovens já responsabilizados pelas infrações cometidas na forma da lei. 

Especialistas em direitos das crianças e dos adolescentes chamam a atenção para a excepcionalidade da medida de internação e o esforço a ser feito para que as outras medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente sejam aplicadas para aumentar o vínculo familiar e comunitário do adolescente infrator e garantir a recuperação. Goiás, nesse sentido, dá um passo além.