A segunda onda da pandemia se manifesta de forma brutal e inédita.
Há uma alta constante de casos desde a segunda quinzena de fevereiro em diferentes regiões do Brasil, cujo reflexo são internações e óbitos. Há diferença com o que ocorreu entre junho e agosto do ano passado, quando não houve simultaneidade entre regiões e Estados. Agora, tudo ocorre ao mesmo tempo e em todos os locais do País, o que põe o sistema de saúde sob risco iminente de colapso.

Depois da tragédia de Manaus, quando até oxigênio faltou aos pacientes, outras regiões, incluindo Goiás, passaram a ficar em dificuldades. E a perspectiva não é boa com a circulação de variantes virais mais transmissíveis.

Em artigo na Folha de S.Paulo, o infectologista Esper Kallás fez um cálculo cujo resultado assusta, mas dá elementos de ação. Muitos dos que poderão ser internados com Covid-19 em duas semanas ainda não foram infectados.

“É o momento de aumentarmos, ainda mais, as medidas de proteção”, aconselha o médico.

Assumamos nossa responsabilidade individual, porque o poder público terá severas limitações para resolver o problema de todos nós.