Os impactos da pandemia na Educação têm sido objeto de reflexão permanente neste espaço. Isso se dá porque os efeitos da inatividade nas escolas têm o poder de se manifestar ao longo do tempo, ampliando o fosso da desigualdade social. Tal preocupação, contudo, não se traduz na retomada das aulas a qualquer preço, sob risco de contaminação de professores, funcionários e toda a comunidade. É preciso avançar no debate para recuperar as perdas que já se concretizaram.

O estudo “Perda de Aprendizagem na Pandemia”, feito pelo Instituto Unibanco e pelo Insper, traz um alento. Os estudantes que concluíram o 2º ano do ensino médio em 2020, quando ocorreu a suspensão das aulas presenciais, podem ter chegado à próxima série com proficiência menor em matemática e português. Com esforço para melhorar o ensino ofertado no 2º semestre deste ano, até 40% dessa perda de aprendizado pode ser recuperada. O dado indica que há caminho.

Os governadores tentam firmar um pacto nacional, com o compromisso de vacinar todos os profissionais da Educação até julho, para a reabertura dos colégios em todo o país em agosto. É preciso seguir refletindo permanentemente, para que a Covid não atinja também o nosso futuro.