Acompanhe a cronologia. No dia 2 de setembro, nota informativa do Ministério da Saúde recomendava a vacinação para todos os adolescentes. Na quarta-feira, dia 15, o ministro Marcelo Queiroga comemorava a logística de distribuição de imunizantes e dizia haver “excesso de vacina” no País. 

Nesse mesmo dia, porém, outra nota informativa desmentia a do início do mês, interrompendo a vacinação em jovens de 12 a 17 anos sem comorbidades.  A despeito da confusão, Goiás manteve o esquema vacinal previsto e, até ontem, aplicava doses nessa faixa etária.

A decisão do Ministério da Saúde foi tomada dentro de um contexto de aumento dos relatos de falta de vacinas no País, sobretudo para a segunda dose. Além disso, trata-se do segundo recuo da semana: foi mantido o intervalo de 12 semanas para a segunda dose da vacina AstraZeneca. A previsão era reduzir para 8 semanas neste mês.

As idas e vindas diante de uma questão tão vital quanto basilar, pois dela depende a retomada da economia e a vida em geral, evidencia uma gestão hesitante, num contexto onde as energias governamentais de Brasília parecem mais voltadas a questões secundárias, de fundo eleitoral e familiar, do que aos reais problemas da nação.