Os casos de dengue, zika e chikungunya, tripé de doenças transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, cresce de forma letal no país. As três viroses provocaram 650 mortes de 30 de dezembro de 2018 a 24 de agosto de 2019. Reportagem na edição de ontem mostra que Goiás, infelizmente, segue a tendência nacional.

Houve recorde histórico de casos no Estado na 43ª semana epidemiológica deste ano, encerrada em 26 de outubro. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, foram 96.598 registros, contra 95,7 mil de 2015, o antigo recordista.

O avanço da dengue no Brasil ocorre após dois anos de baixa da doença (2017 e 2018). Uma das razões aventadas para o aumento expressivo de casos é a circulação de um subtipo do vírus da dengue que teve baixa predominância na última década, o subtipo 2. Segundo análise do ministério, 84% dos casos de dengue até abril de 2019 se deviam a ele. Outras doenças também avançaram, como a chikungunya, com 53% a mais de casos, chegando a 110.627 em 2019.

Tendo o inseto como denominador comum, cabe à população fazer sua parte na redução do acúmulo de água em suas propriedades. E ao poder público, ser mais ágil na liberação de inseticidas para o macrocombate em áreas sob sua gestão.