A aproximação do feriado de Páscoa reaviva experiências desgastantes de há pouco, quando, logo depois das festas de fim de ano e do Carnaval, a curva de contágio sofreu rápida e fatal aceleração. Isso se refletiu nas internações em UTI, hoje em colapso, e na mórbida posição hoje ocupada pelo Brasil, com o País com mais mortes por Covid-19 no planeta.

Obviamente, até por honestidade intelectual, é preciso observar que essa segunda onda também coincidiu com o surgimento de uma variante mais infectante do vírus, na região de Manaus. Porém, justamente por essa contingência biológica, seria necessário um maior resguardo nos períodos em que, nos tempos normais, as pessoas costumam viajar e se reunir para celebrar a existência.

Ontem, o governo do Estado detalhou a operação de controle do cumprimento das normas de segurança sanitária durante a Páscoa. Porém, mais importante do que o poder de coerção do Estado é a capacidade que cada um tem de cuidar de si e de quem ama. A vacinação está a caminho e a paciência é fator fundamental para que esse feriado que se avizinha não seja o último de muitos.