O turismo sofre de severa asfixia com a pandemia do novo coronavírus. O governo federal chegou a editar medida provisória oferecendo certo alívio ao setor, autorizando, em caso de cancelamento de serviços como pacotes turísticos e reservas em meios de hospedagem, a não obrigatoriedade de reembolso imediato dos valores pagos pelo consumidor.

Reportagem do Magazine nessa edição faz uma fotografia de um dos mercados turísticos mais nutridos pela tradição goiana. Todo ano, Aruanã recebe em média 300 mil turistas para a temporada do Araguaia, em julho. As incertezas

se espalham por todos os municípios vizinhos, que se locupletam desse fluxo. A suspensão da programação de eventos ao longo do grande rio reflete uma prudência necessária, até pelo déficit de UTIs na região.

Todavia, é imprescindível que após o pico da pandemia, o turismo em geral se reinvente, fazendo uma leitura mais apurada do cenário. Até porque se imporão novos fundamentos, como a adoção de novos padrões de limpeza e distanciamento.

Apesar do cenário inédito e caótico, entidades acreditam na retomada a partir do segundo semestre. Os municípios com vocação turística de Goiás precisam ficar atentos para responder com agilidade e responsabilidade.