Aos poucos, em que pese a sabotagem promovida contra a vacina ao longo de 2020 por razões estritamente eleitorais, fica claro que não há normalidade possível sem a imunização em massa. O começo da aplicação das doses em profissionais da segurança pública, com possibilidade bastante provável de extensão para professores, servidores de escolas e motoristas de ônibus, só é possível pela remessa regular de vacinas. Sem ela, qualquer discussão se torna vazia e toda estratégica peca por ser impraticável.

Até que a vacina ofereça uma proteção coletiva, o binômio isolamento social e apoio a trabalhadores e empresários, nas diferentes formas, é a fórmula para enfrentamento da crise sanitária. E o poder público pode, em ações pontuais, criar condições para redução de riscos de infecção.

Ontem, segundo o governador Ronaldo Caiado, foi mantida a prioridade de embarque para trabalhadores de serviços essenciais no transporte coletivo no período de reabertura de atividades, que começa amanhã. Isso sinaliza aos demais setores que comecem mais tarde as atividades, num rodízio que pode inclusive ser aplicado em tempos de paz, com efeito de melhorias na mobilidade.