As medidas trabalhistas propostas pelo governo para a preservação de
empregos em meio à crise econômica gerada pela pandemia desencadearam, logo de início, uma corrida aos tribunais. De um lado, a MP 927, flexibilizando pontos como teletrabalho (home office), férias, banco de horas e parcelamento do FGTS, foi tido como tímida pelos empregadores.

Em contrapartida, a MP 936, permitindo a redução de jornada e a suspensão do contrato de trabalho, acabou por ser repudiada pelos empregados e sindicatos de classe.

Após o começo açodado, porém, efeitos positivos se fazem sentir. Reportagem nessa edição revela que, em Goiás, 276.459 trabalhadores fizeram acordos de suspensão e redução de jornada e salário até dia 16 desse mês.

Na Superintendência Regional do Trabalho no Estado, a informação é de que 140 acordos coletivos referentes à MP foram protocolados e registrados. Trata-se, pois, de um mecanismo que assegurou postos de trabalho num momento dramático da história, bem como amenizou o impacto da saúde financeira de pequenos e médios empregadores.

A retomada do comércio, gradual e sanitariamente responsável, explica o ânimo dos entrevistados na reportagem.