É fato que chuva como a de sábado, que só na região de Campinas despejou o equivalente a 7 centímetros de água por metro quadrado numa tarde, dificilmente encontra cidades preparadas. São exceções, cuja proteção demandaria um investimento público desproporcional à ocorrência desses eventos climáticos. Contudo, também é forçoso reconhecer que, numa metrópole onde vereadores aprovam a ampliação da área urbana sem sequer ler o projeto, há onde se avançar em termos de obras de drenagem.

Na coluna Giro de ontem, o secretário de Planejamento Urbano, Agenor Mariano, aludiu a um plano de drenagem em execução na capital. Frentes de trabalho vultosas, como o BRT Norte-Sul, o Corredor T-7, o Macambira-Anicuns e o prolongamento da Marginal Botafogo tiveram custo superior justamente pela estrutura para escoamento da água num solo impermeabilizado. Novos loteamentos também ficam condicionados à apresentação de uma rede de drenagem pluvial. É preciso, agora, acompanhar se esses sistemas apresentam os resultados almejados e que a lógica seja uma estratégia pública, e não de governo, para que Goiânia fique menos suscetível às chuvas.