A semana foi marcada por discussões acirradas sobre as falhas no fornecimento de energia elétrica, os prejuízos para os consumidores e sobre a anunciada intenção do Estado de retomar o serviço. Embates políticos, denúncias, troca de acusações ocuparam o noticiário, com a insistência do governo estadual na proposta de encampação da Enel, apesar dos repetidos argumentos de especialistas apontando a inconstitucionalidade da medida. Enquanto o debate se desenrolava nas tribunas e o projeto de lei tramitava na Assembleia Legislativa, moradores e produtores rurais do interior do Estado, especialmente das regiões Sul, Sudeste e Norte, enfrentavam a reincidência dos apagões e a perda de produções inteiras. Não há dúvida de que o sistema de energia elétrica foi profundamente afetado depois de anos sem investimento. É fato que a reorganização das redes não pode ser feita do dia para a noite. Por outro lado, é inadmissível que a população goiana continue enfrentando o agravamento da situação, arcando com prejuízos e transtornos. A comprovada demora no tempo de atendimento, a lentidão na resposta associada a um maior número de ocorrências criam uma mistura perniciosa, que exigem solução urgente e efetiva.