A ociosidade do Centro de Convenções de Anápolis, inaugurado há quase dois anos ao custo de R$ 154 milhões, é um exemplo claro do desperdício de dinheiro público que ocorre quando há falta de planejamento na construção ou na administração de espaços.

Subutilizado, o prédio deverá sediar um polo tecnológico, mas ainda será realizado o chamamento público para gestão do local. O exemplo não é único e se repete em obras inacabadas ou não utilizadas, os chamados elefantes brancos, que consomem dinheiro de impostos e tributos pagos com sofrimento pela população. A lista de construções nessa situação em Goiás, envolvendo as três esferas de governo, é enorme e inclui prédios imprescindíveis para a população, como hospitais e creches.

Entre as obras paradas estão, por exemplo, 281 projetos frutos de convênios do Programa Goiás na Frente, lançado pelo governo anterior, dos quais 128 não têm qualquer utilização. Enquanto isso, o Estado sofre com estradas em condições precárias, com a deficiência de vagas na Educação e falta de atendimento à saúde em cidades do interior, o que obriga doentes a viajarem longas distâncias em busca de assistência.