Após meses sinalizando com a remessa de uma proposta de reforma tributária ao Congresso, o governo federal optou por fatiá-la e a primeira parte já está posta. Trata-se da unificação de dois impostos complexos (PIS e Cofins) em um único tributo novo, a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), com alíquota única de 12%. Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, essa mudança facilita para as empresas, a partir da simplificação e consequente redução de litígios administrativos e judiciais.

Contudo, reportagem nesta edição mostra que, para representantes de setores econômicos de Goiás, a “simplificação” de Guedes não pode ficar por aí. Há um temor de que o setor de serviços possa sofrer uma pressão tributária maior, razão pela qual as fontes ouvidas pelo POPULAR celebram com cautela o primeiro passo da reforma.

De modo geral, com era de se esperar diante da estratégia traçada pelo governo, há muita incerteza sobre as demais medidas que serão sugeridas e como a reforma tramitará no Congresso, onde outras duas propostas mais amplas, que unificam também impostos estaduais e municipais, são deliberadas desde 2019 no Senado e na Câmara dos Deputados.

É preciso, pois, manter o debate aceso.