Um aparente paradoxo está posto: o isolamento social adotado como estratégia de enfrentamento da pandemia reduziu a circulação de carros, mas ainda assim houve aumento do número de acidentes com mortes.
Foi assim em Goiânia, conforme atesta reportagem nesta edição, tem sido assim no Brasil. Basta uma simples pesquisa no Google para que fique exposta a disseminação nacional desse fenômeno aparentemente ilógico.

A análise geral tem sido de que as ruas mais vazias teriam estimulado a já latente cultura da velocidade, o que é um fator decisivo na gravidade dos acidentes.

Isso impõe reflexões de como estancar mais essa fonte de mortes evitáveis. Campanhas educativas sozinhas não trazem efeito imediato, mostra a história recente. Quando foi implementa a Lei Seca, houve campanha educativa vinculada com uma ação do governo de multar e fiscalizar motoristas alcoolizados. Sem um aumento na fiscalização e o esforço dos governos que agora estão sendo eleitos de mapear esses problemas da velocidade e das imprudências no trânsito, as campanhas se mostram inócuas.

Aí está mais um desafio aos novos prefeitos, que precisam por vezes considerar medidas impopulares para preservar a vida.