Resultado do crescimento desordenado das cidades, o ruído se impõe como um poluidor do ambiente. E o trânsito é apontado na maioria das pesquisas como o maior vilão.

O adensamento das zonas urbanas trouxe mais veículos para menos espaço, fazendo com que o problema saísse das fábricas, onde era comumente acompanhado, para virar um assunto de toda a sociedade.

Goiânia não foge à regra. Pesquisa do Mestrado Profissional em Tecnologia de Processos Sustentáveis do Instituo Federal de Goiás indicou 34 pontos na região da Rua 44 com picos de ruídos acima de 80 dB, revelou reportagem na edição de ontem. Houve registros de até 94 dB entre a Avenida Goiás e Praça do Trabalhador.

Os números surgem num momento de afrouxamento da legislação municipal sobre a poluição sonora.

A partir do dia 11, durante o período diurno, o nível de decibéis permitido passa de 65 a 80 - acima dos 50 recomendados pela Organização Mundial da Saúde
(OMS), que desde 1999 conta com uma espécie de manual a respeito de ruído ambiental.

É fundamental, pois, que não se baixe a guarda para uma questão capaz de impactar a saúde de todos, conciliando o interesse comercial com o bem-estar coletivo.