Nesta terça-feira (20), o Estado de São Paulo anunciou que alunos do 2º e 3º anos do ensino médio das escolas estaduais terão uma aula a mais por dia a partir do próximo ano. O governo local aposta no aumento dos turnos para reduzir a perda de aprendizagem durante a pandemia.

Em que pese todas as ponderações que cabem à medida, esse é um ponto que precisa ficar no foco da agenda do País.

Coordenado pelo setor de Políticas Públicas da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o estudo chamado “Pandemia da Covid-19 – O que sabemos da interrupção das aulas sobre os resultados educacionais” traz elementos para essa reflexão. Foi criado um indicador para mitigar essa perda a partir de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, de agosto de 2020, do IBGE, que perguntou se as crianças estavam matriculadas, se tinham aulas em casa, e a média de horas dedicada ao ensino. Entre o 5º e 9º ano, 80% declararam que realizam aulas em casa e 20% estavam sem aula.

O ensino médio também ficou em torno de 80%. Metade dos pesquisados dedicam de duas a cinco horas ao ensino remoto por dia. A educação formal é um dos principais processos para a formação do capital humano. A perda de hoje pode afetar os alunos pra sempre. Daí a urgência nesse desafio.