Celebrado ontem, o Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita chama a atenção para duas situações incompatíveis. Reportagem nessa edição revela que um em cada 100 nascidos são portadores da condição, que abarca qualquer doença do coração presente ao nascimento, causada por alteração no seu formato ou na sua função. Em Goiás, uma em cada 10 mortes de crianças está ligada a problemas cardíacos.

Em que pese a contundência desses números, as famílias enfrentam contratempos pela demora do diagnóstico e tratamento. Ambas as providências, não é difícil supor, determinam a vida ou a morte de alguns desses pequenos pacientes. Mesmo assegurado por lei desde 2014, não há aplicação do teste do coraçãozinho, medido a partir do oxigênio circulante nos pés e nas mãos. O exame, apesar de simples, impediria que 20% das crianças com cardiopatia congênita saíssem da maternidade sem diagnóstico.

Até porque, uma vez lá, faltam outros recursos essenciais ao tratamento.

Diante do exposto, roga- se que as autoridades de saúde considerem melhorias. Até porque a situação se mostra grave o bastante para ficar restrita ao 12 de junho.